A apanha de amêijoa-boa, berbigão e lingueirão na Lagoa de Óbidos foi suspensa pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), devido aos elevados níveis de contaminação por E.coli detetados nestas espécies.
A Associação Pescadores Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos (APMALO) alerta que a medida coloca em risco a atividade de cerca de uma centena de profissionais que dependem da lagoa para garantir o seu sustento.
Em comunicado, a associação questiona as causas da contaminação e aponta para alegadas descargas de esgotos e outros episódios de poluição na lagoa.
A APMALO teme ainda que a proibição possa incentivar a apanha ilegal de marisco para abastecer os restaurantes da região.
A associação defende também a necessidade de avançar com intervenções que permitam melhorar a renovação da água na lagoa e reduzir os problemas ambientais que afetam o ecossistema existente.
À Lusa, o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, afirmou não ter “qualquer denúncia de derrames feitos a partir deste concelho” e mostrou estranheza pelo facto de algumas espécies continuarem autorizadas para captura.
O autarca rejeitou ainda as críticas efetuadas pela APMALO sobre a suposta “inércia e inoperância relativamente à situação das condições de trabalho dos pescadores e mariscadores” e recordou que o município disponibilizou apoio técnico para candidaturas a fundos comunitários destinados ao setor.
A Câmara Municipal das Caldas da Rainha ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Imagem: CMO











