Os Municípios de Coimbra, Mealhada e Cantanhede pretendem transformar o eixo dos respetivos concelhos num novo corredor industrial, logístico e ferroviário do Centro de Portugal com dimensão nacional.
Segundo avança em comunicado a Autarquia da Mealhada, as três regiões estão a trabalhar em conjunto na preparação de uma proposta para “a criação de uma Grande Área de Acolhimento Empresarial de dimensão nacional”, no âmbito do desafio lançado pelo Governo para a criação de grandes áreas empresariais capazes de acolher novos projetos industriais e de investimento
No mesmo documento pode ler-se que a proposta tem o objetivo de “afirmar o território como um corredor industrial, logístico e ferroviário, capaz de combinar áreas de acolhimento empresarial, ferrovia, rodovia, energia, logística, conhecimento e ligação aos principais portos da Região Centro”. A localização, frisa a Autarquia da Mealhada, tira partido da proximidade “a importantes infraestruturas de transporte”, designadamente a A1, IP3 e IC2, bem como da “ligação ferroviária através da Linha do Norte e da Linha da Beira Alta, com particular relevância para o nó ferroviário da Pampilhosa”.
Assim sendo, as três regiões apontam que a Plataforma Logística da Pampilhosa poderá “constituir uma infraestrutura complementar e estruturante para o reforço da intermodalidade e das soluções logísticas associadas à futura área empresarial”.
Outro dados que fazem parte desta proposta, estão direcionados “à articulação com os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz, reforçando a ligação entre as empresas que se possam instalar neste território e as cadeias logísticas nacionais e internacionais”.
Os três municípios pretendem pensar o desenvolvimento empresarial para além das tradicionais zonas industriais, criando condições para uma nova geração de acolhimento empresarial, orientada para projetos de maior dimensão, para a internacionalização, para a inovação, para a eficiência energética e para a sustentabilidade.
O Município da Mealhada já fez saber que está a ser desenvolvida uma estratégia de envolvimento de empresas, associações empresariais, entidades do sistema científico e tecnológico e infraestruturas logísticas e portuárias, “procurando demonstrar que a proposta responde a necessidades concretas da economia e não constitui apenas uma reserva de solo para futura utilização”.
Imagem: CM Mealhada











