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Crise da água em Almada: SMAS diz que serviu para “resolver diferendos” antigos com o Seixal

Autor:

Redação

14 Outubro 2026

Torneira de água aberta, simbolizando a crise de abastecimento em Almada

Redação

14 Outubro 2026

Três meses depois do estado de alerta à falta de água declarado em Almada, a 8 de julho, o presidente dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, Luís Palma, considera que a crise serviu como “janela de oportunidade” para reforçar a resiliência da rede e resolver diferendos antigos com o município vizinho do Seixal. Em declarações à Agência Lusa, Palma admite que a situação está mais calma, mas “não é tempo de adormecer”.

A crise, que deixou a torneira seca em várias zonas de Almada no início de julho, levou a protestos de moradores, pedidos de esclarecimento da ERSAR (entidade reguladora do setor) e uma visita da ministra do Ambiente à região. O estado de alerta durou até finais de agosto.

No centro do diferendo com o Seixal está o furo “CBR2”, que colapsou em 2025 e cuja reabilitação está em disputa entre os dois municípios desde abril — Palma diz esperar uma resolução “em breve”, sem adiantar data. Entretanto, dois novos furos entraram em funcionamento em Almada no final de junho ou início de julho, previstos desde março, que Palma admite teriam ajudado mais se tivessem arrancado em maio, como estava planeado.

Para os próximos meses, Almada prevê novos furos no território do município (a construir em cinco a seis meses), redução de perdas de água na rede e reforço do abastecimento em zonas de crescimento populacional como a Aroeira, o Marisol, a Charneca e a Costa da Caparica. O município assinou ainda um acordo com a EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) para estudar formas de abastecimento em caso de emergência.

Palma enquadra o problema numa escala regional: a Associação Intermunicipal da Água, pensada para coordenar o abastecimento aos nove municípios da Península de Setúbal — quase um milhão de habitantes —, deverá ganhar mais dois membros, com a Moita interessada em aderir e o Montijo a equacionar o mesmo passo, numa região também sob pressão do projeto do novo aeroporto.

Fonte: O Setubalense, Agência Lusa (declarações de Luís Palma), ECO