As exportações da região Oeste tiveram um desempenho notável em 2025, alcançando um valor próximo de 1,85 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 150 milhões de euros em relação ao ano anterior. Este aumento coloca a região muito acima da média nacional, que registou apenas 0,5% de crescimento nas exportações de bens nacionais, evidenciando o dinamismo económico do Oeste e a sua capacidade de competir em mercados internacionais. Entre os concelhos da região, as Caldas da Rainha destacam-se de forma particularmente significativa, com um crescimento meteórico de 71,2% nas exportações, resultado do desempenho da empresa Tekever, especializada em drones, que se tornou um motor essencial para o comércio externo local e um exemplo da inovação tecnológica aplicada ao setor industrial.
O crescimento global do Oeste, de 9,3%, reflete a diversidade e a robustez da sua base produtiva. O setor alimentar continua a liderar as exportações, representando 20,7% do volume total, com vendas internacionais a atingirem 370,9 milhões de euros e crescimento de 8,1% face a 2024. Este desempenho confirma a importância da indústria alimentar como um pilar económico da região, não só pela quantidade exportada, mas também pelo valor acrescentado e pela capacidade de resposta às demandas externas. O segundo setor mais relevante é o das máquinas e peças, que representa 18% do total exportado e registou igualmente um crescimento superior a 8%, atingindo 332,8 milhões de euros, demonstrando a força do tecido industrial e a capacidade tecnológica das empresas locais.
O terceiro setor com maior peso nas exportações do Oeste é o dos produtos hortofrutícolas, com 316,8 milhões de euros, mantendo os valores de 2024. Este equilíbrio entre inovação tecnológica, indústria tradicional e agricultura evidencia a diversificação económica da região, que consegue manter-se competitiva em múltiplos setores ao mesmo tempo. Estes resultados destacam não só a força económica das Caldas da Rainha e do Oeste em geral, mas também a capacidade das empresas locais em se adaptarem a mercados externos e em expandirem a sua presença internacional, contribuindo de forma significativa para o crescimento económico nacional e para a criação de emprego qualificado.
O desempenho do Oeste em 2025 reforça a posição estratégica da região no comércio internacional e sublinha a importância de investimentos contínuos em inovação, tecnologia e valorização dos produtos locais, garantindo que o crescimento sustentável e a competitividade se mantenham nos próximos anos.












