A Feira Nacional do Cavalo, popularmente conhecida como Feira da Golegã, foi oficialmente inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imateral.
Uma decisão há muito aguardada pela comunidade do Ribatejo, que foi formalizada através de um anúncio da Direção-Geral do Património Cultural publicado em Diário da República, reconhecendo o valor histórico, antropológico e identitário de uma das manifestações equestres mais antigas e singulares do mundo.
O processo de candidatura, liderado pelo Município da Golegã, mereceu a aprovação unânime dos peritos da comissão científica. Uma inscrição que garante agora a salvaguarda jurídica e a proteção institucional de uma tradição secular viva, assegurando que as suas características únicas sejam preservadas para as gerações futuras.
Uma tradição com mais de 450 anos de história
As origens do certame remontam ao ano de 1571, quando começou por afirmar-se como a Feira de São Martinho. Ao longo dos séculos, e mantendo o formato comunitário e o picadeiro central em terra batida (o icónico Arneiro), a vila transformou-se numa autêntica “Capital do Cavalo”.
A distinção nacional realça o papel central do “Cavalo Lusitano” e a forma como o evento une criadores, cavaleiros, artesãos e entusiastas numa vivência cultural sem paralelo.
Atualmente, o evento que agrega a Feira de São Martinho, a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano, atrai anualmente cerca de um milhão de visitantes, gerando um impacto económico e turístico relevante para a hotelaria, restauração e comércio de toda a região do Ribatejo.
Imagem: CM Golegã










