O Governo vai avançar com a concentração de urgências regionais em Ortopedia e Traumatologia.
A informação foi avançada pela Ministra da Saúde, perante os deputados da Comissão de Saúde, altura em que deu também nota de que a assistência às grávidas irá mudar em breve.
“Vamos avançar para a concentração de urgências metropolitanas e regionais na área da Ortopedia e Traumatologia e noutras áreas em que a evidência técnica demonstre que essa concentração é necessária, com prioridade em Lisboa e Vale do Tejo”, afirmou Ana Paula Martins.
A governante esclareceu que, com esta medida, pretende-se uma melhor organização.
A ministra da Saúde anunciou também no Parlamento que as grávidas de baixo risco vão ser acompanhadas por enfermeiros especialistas., de forma a que não haja grávidas com gravidezes não vigiadas.
“Em Portugal do século XXI esta realidade não é aceitável”, afirmou a ministra. O objetivo “não é substituir médicos”, mas “sim complementar competências e responder melhor”, frisou.
Ana Paula Martins trouxe consigo números que apontou, virem justificar que “as urgências estiveram menos dias fechadas este verão”. Nas contas da tutela, “foram 278 dias em 2026, contra 848 em 2025, e 1412 em 2024… menos 67% do que em 2025, menos 80% do que em 2024”.
“O SNS não está, nem vai estar em cuidados paliativos”.
Ao prestar contas do Governo na pasta da saúde, a Ministra fez questão de afirmar que “o Serviço Nacional de Saúde não está, nem vai estar nos Cuidados Paliativos”. Admitiu porém que os resultados práticos das medidas do Governo para o setor, não são todos mensuráveis no curto e médio prazo.
Na audição no Parlamento, a governante frisou que só por desconhecimento do que é feito todos os dias, ou quem não precise de aceder aos cuidados de saúde, ou que não conheça os desafios que se enfrentam, pode fazer tal afirmação”.
Aos deputados, a governante reconheceu que o SNS “é uma obra sempre em construção e sempre inacabada”, alegando que desistir de encontrar soluções “não é opção”.
Imagem: DGS











