Início

Notícias

Programação

Podcasts

Equipa

Ouvir

Metro de Lisboa fecha esta quarta-feira devido a greve de 24 horas

Autor:

Redação

13 Outubro 2026

Estação do Metro de Lisboa com portas fechadas durante a greve

Redação

13 Outubro 2026

O Metro de Lisboa vai estar encerrado esta quarta-feira, dia 14 de outubro, devido a uma greve de 24 horas convocada por seis sindicatos que representam as chefias da Direção de Operações (DOP). A paralisação arranca às 5h00 de quarta-feira e termina às 5h00 de quinta-feira, com o serviço normal a ser retomado às 6h30 do dia 15.

O Tribunal Arbitral decidiu, de forma unânime, a 10 de outubro, não fixar serviços mínimos de circulação, determinando apenas a manutenção de três trabalhadores no Posto de Comando Central, para garantir segurança e a conservação de equipamentos.

Os sindicatos justificam a greve com a falta de efetivos no Posto de Comando Central e nos Postos de Tração, atrasos nos recrutamentos e na formação, e o recurso continuado a trabalho suplementar e ao prolongamento de turnos. Exigem o cumprimento integral de um acordo assinado com o Conselho de Administração a 13 de abril — que tinha levado à suspensão de uma greve marcada para o dia seguinte —, o reforço dos quadros, o respeito pelos períodos de descanso e a recuperação das funções das chefias da DOP. Os sindicatos referem ainda situações de “pressão e condicionamento” sobre os trabalhadores, que pedem que sejam prevenidas e investigadas.

Em comunicado, o Metropolitano de Lisboa considera a greve “desproporcionada” e diz que os problemas invocados afetam apenas cerca de 100 dos 1.600 trabalhadores da empresa. A administração reafirma que o acordo de abril está a ser cumprido e detalha que reduziu significativamente os custos com trabalho suplementar no Posto de Comando Central e postos de tração: de cerca de 372 mil euros, entre abril e setembro de 2024 e 2025, para cerca de 53 mil euros no mesmo período de 2026. Sobre as alegações de assédio, a empresa diz que as queixas apresentadas foram genéricas, sem factos concretos, e que não foram usados os canais internos de denúncia disponíveis, garantindo “tolerância zero” para este tipo de comportamento. A empresa estima que a greve afete 600 mil passageiros que usam a rede diariamente, e pede desculpa pelo transtorno.

Fonte: Metropolitano de Lisboa