A Península de Setúbal vai receber cerca de 218 mil euros ao abrigo do próximo Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).
O valor foi classificado como “insuficiente” pelo presidente da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal (CIM PS), que lamentou a “escassez de recursos destinados a uma das áreas metropolitanas com maior densidade populacional e pressão social do país”.
Apesar do descontentamento manifestado em relação à verba atribuída, Frederico Rosa, líder da CIM PS assumiu uma postura pragmática, assegurando que “o órgão intermunicipal vai continuar a trabalhar com o financiamento disponível, para dar continuidade aos projetos em curso”. O plano segundo explica, passará por uma “gestão rigorosa e pela priorização de investimentos considerados vitais em articulação direta com os municípios que integram a CIM”.
Frederico Rosa faz questão de frisar que não irá perder tempo a reivindicar mais dinheiro, “alocando todas as energias a um Plano Estratégico para a Península de Setúbal, que a região terá a tempo e horas, de forma a avançar para o próximo quadro comunitário dos fundos com mais força”.
Apesar de conformado, Frederico Rosa aponta os problemas que a região vive: ” a degradação de serviços educativos, de serviços de saúde, onde a população mais cresce e onde os grandes projetos nacionais se vão situar, para ainda trazer mais população”. “Por isso, há-que estar preparados para isto”, acrescenta, apontando para uma “estratégia comum, através dos fundos comunitários, dos fundos do orçamento do Estado”.
Em comunicado, a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal destaca que a evolução dos nove municípios é o foco: a CIM PS considera o alinhamento entre “os atores políticos, empresariais, educativos, da sociedade civil, das IPSS, essencial, numa Península de Setúbal que vai passar por uma grande transformação”.
Dizer ainda que a Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal desloca-se esta semana a Bruxelas para defender os interesses da região nas negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034.
Na bagagem, a comitiva portuguesa leva o potencial industrial, empresarial e logístico, colocando a Península de Setúbal no centro de investimentos estruturantes para Portugal, como o novo aeroporto de Lisboa, a Terceira Travessia do Tejo e a Ligação Ferroviária de Alta Velocidade. A concretização destas oportunidades é para a CIM PS uma estratégia integrada, capaz de articular competitividade, atração de investimento e criação de emprego qualificado com respostas aos desafios da mobilidade, habitação, saúde, qualificação e sustentabilidade.
Imagem: CIM PS










