Início

Notícias

Programação

Podcasts

Equipa

Ouvir

Câmara das Caldas da Rainha encomenda novo estudo para avaliar localização do futuro Hospital do Oeste

Autor:

Redação

7 Julho 2026

Redação

7 Julho 2026

A Câmara Municipal das Caldas da Rainha adjudicou um novo estudo técnico destinado a analisar a localização mais adequada para a construção do futuro Hospital do Oeste, uma infraestrutura prevista para servir toda a região. O trabalho, denominado “Avaliação Multicritério da Localização do Novo Centro Hospitalar do Oeste”, representa um investimento de 38 mil euros, acrescido de IVA, e deverá estar concluído até ao mês de setembro.

Segundo a autarquia, o objetivo deste estudo é realizar uma análise comparativa e fundamentada entre diferentes possibilidades de localização, avaliando as vantagens, limitações, riscos e impactos territoriais associados a cada uma das alternativas em discussão.

O presidente da Câmara das Caldas da Rainha, o independente Vítor Marques, explicou que a iniciativa pretende disponibilizar uma base técnica sólida que permita apoiar uma decisão final sobre a localização da futura unidade hospitalar. Para o autarca, a análise deverá contribuir para uma escolha sustentada em critérios objetivos, tendo em conta não apenas questões geográficas, mas também fatores relacionados com a acessibilidade, ordenamento do território e desenvolvimento regional.

O estudo será desenvolvido pelo CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano, entidade que terá três meses para comparar quatro possíveis localizações para o novo hospital: Caldas da Rainha, Bombarral, Peniche e Torres Vedras.

A decisão sobre a localização do Hospital do Oeste tem sido alvo de vários debates e avaliações técnicas ao longo dos últimos anos. Recorde-se que um estudo anteriormente realizado pela Universidade Nova de Lisboa, por iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), apontou a zona da Quinta do Falcão, no concelho do Bombarral, como a opção mais favorável para receber a nova infraestrutura hospitalar. Essa proposta chegou a ser aceite em 2023 pelo anterior Governo do Partido Socialista.

No entanto, o atual Governo da Aliança Democrática decidiu suspender essa decisão e reavaliar todo o processo, mantendo em aberto a escolha definitiva sobre a localização do equipamento. Desde então, aguarda-se uma decisão final, que tem vindo a ser sucessivamente adiada.

Este será o terceiro estudo técnico realizado sobre a localização do futuro Hospital do Oeste. A nova avaliação surge depois de a Câmara das Caldas da Rainha ter contestado as conclusões do estudo promovido pela OesteCIM e solicitado anteriormente um trabalho ao próprio CEDRU. Esse estudo anterior defendia uma localização entre os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos como a solução mais adequada para acolher a nova unidade hospitalar.

A nova análise será desenvolvida em duas fases distintas. Numa primeira etapa, será criada uma matriz multicritério que definirá os critérios de avaliação, os indicadores utilizados, as respetivas ponderações e a área de influência que deverá ser considerada para o hospital.

Numa segunda fase, será realizada uma comparação detalhada entre os quatro centros urbanos em análise, considerando diversos fatores, como a facilidade de acesso por parte das populações e dos profissionais de saúde, a articulação com os instrumentos de ordenamento do território, a capacidade das cidades para suportarem uma nova infraestrutura desta dimensão e os impactos sociais, económicos e territoriais resultantes da reorganização da oferta hospitalar.

Durante a apresentação pública do estudo, Vítor Marques sublinhou que a autarquia pretende obter uma avaliação independente e objetiva. “Encomendámos um estudo, não encomendámos o resultado”, afirmou o presidente da Câmara, garantindo que a intenção é disponibilizar informação técnica que permita uma decisão definitiva sobre a construção do hospital.

O autarca adiantou ainda que o documento final será entregue à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendendo que este trabalho poderá contribuir para ultrapassar um processo que se arrasta há vários anos.

Apesar de voltar a manifestar a sua convicção de que Caldas da Rainha será a localização que melhor responde às necessidades da população do Oeste, Vítor Marques garantiu que a autarquia aceitará as conclusões do estudo caso apontem para outra solução. Segundo o presidente, a decisão deverá ser baseada exclusivamente em critérios técnicos e na melhor resposta para os habitantes da região.

O futuro Hospital do Oeste está previsto para substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste, integrado na Unidade Local de Saúde do Oeste, que reúne atualmente os hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras.

A nova unidade hospitalar terá como objetivo servir uma área de influência que abrange 12 concelhos, incluindo Caldas da Rainha, Peniche, Torres Vedras, Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã, além de territórios dos concelhos de Alcobaça e Mafra. No total, estima-se que a futura infraestrutura venha a servir cerca de 300 mil habitantes da região Oeste.

Imagem: hugooliveira.net