O eclipse total do Sol é um momento único e raro, e acontece na próxima quarta-feira, 12 de agosto.
Tipicamente é muita a curiosidade, e seguramente serão muitos aqueles que vão andar de nariz no ar, ou melhor, de olhos no céu!
As autoridades de saúde têm vindo a lançar vários alertas para os perigos de olhar para o céu aquando do eclipse, ao mesmo tempo que são lançadas várias dúvidas: o que fazer se não encontrar os óculos especiais e com a proteção adequada? O eclipse pode aumentar o risco de acidentes? É seguro fotografar? O que fazer no caso de sentir algumas sintomas depois da observação do fenómeno?
A Direção Geral da Saúde tem vindo a deixar vários alertas para uma observação do eclipse em segurança, como por exemplo:
- Nunca olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada: durante um eclipse, a diminuição da luminosidade torna mais fácil olhar para o Sol durante mais tempo, mas o suficiente para provocar lesões na retina.
- A observação direta do Sol deve ser feita com óculos próprios para eclipses solares que cumpram a norma ISO 12312-2 e tenham marcação CE. Embora os óculos gratuitos tenham estado esgotados, há outras opções de venda.
- Os óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente para observar diretamente o Sol durante um eclipse.
- Radiografias, vidros fumados, lentes ou outros materiais improvisados não filtram toda a radiação nociva e não são seguros para observar o Sol.
- Binóculos e telescópios concentram a luz e podem provocar lesões graves nos olhos se forem usados para observar o Sol sem proteção específica.
- Não deve improvisar nem olhar diretamente para o Sol: a DGS recomenda, sempre que possível, recorrer a formas indiretas de observação, como uma projeção da imagem do Sol ou uma transmissão em direto.
- A DGS inclui os equipamentos óticos e os telemóveis entre os meios que exigem proteção adequada para a observação do Sol. Não se deve olhar diretamente para o Sol através de um equipamento ótico sem o filtro apropriado, até porque pode estragar o próprio equipamento.
Para que possa desfrutar deste fenómeno que só acontece de vez em quando, a Direção Geral da Saúde, sublinha que a exposição direta ao eclipse, pode provocar danos na retina, incluindo retinopatia solar. A lesão pode ocorrer sem dor e a perda de visão pode não ser imediatamente perceptível.
Fica ainda a referência para sinais de alerta, como visão turva ou distorcida, manchas ou pontos negros no campo visual, alteração da percepção das cores, diminuição ou perda súbita da visão, para além de dor ocular intensa.
Mas a par da visão, a observação deste fenómeno pode também ter impacto psicológico, associado a sentimentos de surpresa, ansiedade ou medo perante as alterações no ambiente.
A diminuição repentina da luminosidade, a descida da temperatura, as alterações do vento, a redução dos sons ambiente e o aparecimento de sombras invulgares podem tornar a experiência particularmente intensa para algumas pessoas.
Resta dizer que vai ser esta quarta-feira, que terra, lua e o sol estarão alinhados em Portugal: será por volta das 18h30, num evento que terá a duração de cerca de duas horas.
O próximo eclipse total do sol será em 2144!
Imagem: DGS











