Cartão de identificação, carta de condução, diplomas, qualificações profissionais ou receitas médicas: são diferentes documentos, aplicações e sistemas nacionais, mas num só! Ou seja, a União Europeia prepara-se para colocar uma parte crescente da identidade dos cidadãos num único lugar: o telemóvel.
A ideia é simples: se um português quiser abrir uma conta bancária, alugar um automóvel, inscrever-se numa universidade ou apresentar determinada qualificação noutro país da UE, deverá poder fazê-lo utilizando a mesma carteira digital.
É certo que a Carteira Europeia de Identidade Digital nasceu do novo Regulamento Europeu de Identidade Digital, que entrou em vigor em maio de 2024. Agora, e até ao final de 2026, todos os Estados-membros terão de disponibilizar pelo menos uma Carteira Europeia de Identidade Digital, conhecida pela sigla EUDI Wallet.
A Comissão Europeia explica que o sistema foi concebido para funcionar tanto em serviços públicos como privados, permitindo a identificação online e presencial, e cada Estado-membro terá de disponibilizar pelo menos uma carteira certificada, construída segundo regras e especificações técnicas comuns.
A utilização da carteira pelos cidadãos será no entanto, voluntária.
Imagem: ANSR











