A Tekever, fabricante portuguesa de drones com um dos seus principais centros de desenvolvimento em Caldas da Rainha, fechou esta terça-feira uma ronda de investimento de Série D superior a 500 milhões de euros (580 milhões de dólares), que eleva a avaliação da empresa para 5,5 mil milhões de euros (6,4 mil milhões de dólares).
Com este valor, a Tekever torna-se a tecnológica com sede em Portugal mais valiosa de sempre, ultrapassando a Feedzai, sediada em Coimbra, que tinha alcançado uma avaliação de 2 mil milhões de dólares em 2025. Entre as empresas de origem portuguesa mas sediadas no estrangeiro, apenas a OutSystems (9,5 mil milhões de dólares) e a Talkdesk (10 mil milhões em 2021) têm valores superiores.
Esta primeira fase da ronda foi liderada pela UC Investments, fundo da Universidade da Califórnia, e pela gestora escocesa Baillie Gifford, com participação também da Merlyn Advisors, da Crescent Cove, da Ventura Capital e da portuguesa Iberis Capital. Segundo a empresa, há ainda novas fases da ronda previstas para os próximos meses.
O presidente executivo e cofundador da Tekever, Ricardo Mendes, disse que o investimento “representa muito mais do que uma angariação de capital”, ao juntar “um grupo excecional de investidores” que dá à empresa “recursos para avançar mais depressa, crescer mais e continuar a construir um líder tecnológico global a partir da Europa”. Segundo a empresa, o dinheiro vai servir para acelerar a expansão internacional, reforçar a capacidade industrial e de produção, e financiar eventuais aquisições estratégicas.
Questionado sobre uma futura entrada em bolsa, Ricardo Mendes admitiu que a hipótese “está no nosso horizonte”, ainda sem data definida: “Já estamos a preparar internamente todos os nossos processos e toda a nossa infraestrutura para uma eventual abertura de capital, caso identifiquemos o momento certo.”
A Tekever é conhecida sobretudo pelos seus drones de vigilância, incluindo o modelo AR5, que já equipa a Força Aérea Portuguesa, a Polícia Marítima e a Agência Europeia de Segurança Marítima. A empresa tem ainda um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido, através do sistema de vigilância CORVUS, que pode valer até 400 milhões de libras.
Comunicado da Tekever e declarações de Ricardo Mendes, CEO da empresa.











