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Ronaldo pede desculpa, acusa Jorge Jesus de lhe faltar à palavra e diz que a FPF deve puni-lo

Autor:

Redação

6 Outubro 2026

Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional, durante um jogo da Liga das Nações.

Redação

6 Outubro 2026

Cristiano Ronaldo quebrou esta terça-feira o silêncio sobre a saída do último estágio da Seleção Nacional. Num comunicado extenso, datado de 6 de outubro, o capitão pede desculpa pela forma como saiu, mas acusa o selecionador, Jorge Jesus, de lhe ter faltado à palavra por duas vezes.

Ronaldo abandonou o estágio em Copenhaga a 30 de setembro, depois da conferência de imprensa de Jorge Jesus de antevisão ao jogo com a Dinamarca. Na altura, prometeu contar “a verdade” a seu tempo.

A versão de Ronaldo

Segundo o capitão, o selecionador apresentou-lhe em agosto um plano para a temporada, que previa que jogasse o primeiro e o último jogos e fosse sempre substituído. Ronaldo diz que recusou a hipótese de não viajar com a equipa para os jogos fora, para não deixar de ser capitão.

No dia do jogo na Noruega, conta, Jesus perguntou-lhe se estava em condições de jogar 30 minutos. Ronaldo diz que aceitou, aqueceu desde o intervalo e não foi chamado. “O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra”, escreve.

Ronaldo afirma que, dois dias depois, falou com Jesus na presença de Simão Coutinho, diretor desportivo do Al Nassr, e que ficou combinado que o selecionador esclareceria o caso na conferência de imprensa. Diz que validou um documento com os pontos a abordar, entre os quais que foi erro mandá-lo aquecer sem o fazer entrar, mas que o texto não incluía um pedido de desculpa. Segundo o capitão, a conferência “não teve nada a ver” com o combinado, e foi a segunda vez que lhe faltaram à palavra.

Um pedido de desculpas e a exigência de punição

Ronaldo admite que errou ao sair e pede desculpa aos portugueses e aos colegas. “A responsabilidade é exclusivamente minha”, escreve. Pede desculpa também por não ter cumprimentado os adeptos depois do jogo na Noruega, falha que atribui apenas a si.

O capitão defende que a FPF deve avaliar e punir o ato, sem atenuantes: “Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa”, sublinha. Diz que, cumprida a suspensão, estará disponível para competir pela Seleção e promete “um ou mais jogos de despedida”, sem data. O regulamento disciplinar da FPF prevê suspensões de um a seis meses para jogadores que deixem a seleção sem autorização.

O que disse Jorge Jesus

Na conferência de 30 de setembro, o selecionador negou a existência de um caso com Ronaldo. Admitiu então que mandou o capitão aquecer na Noruega e depois não o fez entrar, mas disse que a decisão foi técnica e que lhe tinha dito que não jogaria os dois jogos seguintes.

Fonte(s): Record; Lusa; Eco; A Bola; Reuters.