A Urbisjovem – Cooperativa de Habitação Jovem quer reativar o movimento cooperativo de habitação a custos controlados.
Com o objetivo de apresentar soluções concretas face à crise habitacional que afeta as novas gerações, a direção da cooperativa já solicitou formalmente uma audiência ao Presidente da República.
Sediada em Almeirim e liderada por José Arruda, antigo dirigente da Habijovem Algarve, a Urbisjovem quer agora recuperar o legado do movimento Habijovem, que na década de 1980 ergueu mais de 1.100 fogos por todo o país.
A cooperativa defende uma construção a custos controlados, excluindo-se do conceito de habitação social: o foco é fixar os preços finais dentro dos limites legais estipulados pelo Estado, de forma a disponibilizar alternativas justas de aquisição para a classe média, e para os jovens em início de carreira.
Segundo a Urbisjovem, uma das principais novidades metodológicas passa pela construção evolutiva, uma solução que permite aos jovens participarem nas decisões de desenho das habitações, e poderem expandir a tipologia das suas casas, adicionando divisões no futuro, à medida que o agregado familiar aumente.
O presidente da Urbisjovem lembra ainda que “nos anos 80 e 90, numa altura em que se viviam tempos de crise na habitação, foi possível construir no total cerca de 1.100 fogos no âmbito das oito cooperativas existentes.
Na altura, explicou, “os projetos de construção e reabilitação, envolveram os municípios de Aveiro, Águeda, Albufeira, Coimbra, Lisboa, Faro, Montijo, Porto, Reguengos de Monsaraz, Santarém, Seia e Sintra”.
Por agora, a Cooperativa avançou que se encontra a trabalhar junto de autarquias, com foco na cedência e negociação de terrenos: em Santarém estão em curso negociações para a cedência de terrenos municipais destinados à construção de 44 fogos na cidade, em loteamentos que já possuem projeto aprovado. Em Almeirim, estão a ser articulados apoios para avançar com um novo bloco de habitações.
Para José Arruda, o objetivo das cooperativas não é o lucro, mas sim o poder ser uma alternativa para o “gravíssimo problema da crise da habitação”.
Imagem: Cm Santarém










