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Restrições aos TVDE em Lisboa já têm mapa. Saiba os locais afetados

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Redação

26 Março 2026

Redação

26 Março 2026

Lisboa prepara-se para impor novas restrições à circulação de viaturas TVDE, com a criação de “zonas vermelhas” onde deixará de ser permitido iniciar ou terminar viagens. A medida, que abrange serviços como Uber e Bolt, tem como objetivo reduzir o congestionamento automóvel nas áreas mais pressionadas da cidade e melhorar a eficiência do transporte público.

A decisão integra uma estratégia mais ampla de reorganização da mobilidade urbana, especialmente em zonas com forte presença turística e elevada densidade de tráfego, onde a atividade dos TVDE tem contribuído para constrangimentos na circulação, sobretudo em corredores BUS.

As restrições vão incidir principalmente em eixos centrais e estruturantes de Lisboa, incluindo a Avenida da Liberdade, Marquês de Pombal, Avenida Fontes Pereira de Melo e Avenida da República. Também zonas históricas e turísticas como a Rua do Ouro, Príncipe Real e São Pedro de Alcântara serão abrangidas, refletindo a crescente pressão sobre o espaço público nestes locais.

Com esta intervenção, a autarquia pretende reduzir o número de paragens e manobras associadas a este tipo de transporte em pontos críticos, libertando espaço para a circulação rodoviária e dando prioridade aos autocarros da Carris. O objetivo passa por aumentar a velocidade comercial dos transportes públicos e melhorar a regularidade das carreiras.

Em paralelo, serão criadas “zonas azuis”, destinadas a servir como pontos específicos de embarque e desembarque de passageiros. Estes locais funcionarão de forma semelhante às praças de táxis, permitindo uma organização mais eficiente do fluxo de viaturas e utilizadores.

A implementação destas medidas implicará alterações no comportamento dos utilizadores, que passarão a ter de se deslocar até pontos autorizados para utilizar este tipo de serviço. Ainda assim, o município considera que a reorganização contribuirá para um melhor equilíbrio entre os diferentes modos de transporte e para a redução da pressão nas zonas mais congestionadas da cidade.

Imagem: Mário Cruz/LUSA