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CASA quer recuperar serviços perdidos após mudança de instalações

Autor:

Redação

21 Julho 2026

Redação

21 Julho 2026

A delegação da Figueira da Foz do Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA) pretende recuperar as valências que perdeu na sequência da mudança para as novas instalações, em Tavarede, concretizada no início deste ano. A redução do espaço disponível obrigou a instituição a reorganizar a sua atividade e levou à diminuição da capacidade de resposta social.
A funcionar atualmente na Rua João António da Luz Robim Borges, na Vila Robim, o CASA deixou de dispor de serviços como o balneário e os cacifos, reduziu a capacidade da lavandaria e do armazém e deixou de receber doações de roupa, por falta de espaço.
O apoio alimentar também teve de ser ajustado.
A coordenadora técnica da delegação, Sara Sofia Oliveira, segundo avança o Diário de Coimbra explica que as antigas instalações permitiam concentrar todas as respostas de emergência num único local, possibilitando aos utentes tomar banho, trocar de roupa, fazer uma refeição e usufruir de um espaço de convívio.
Com a mudança, essa resposta integrada deixou de ser possível.
Apesar das limitações, existe a expectativa de alargar as atuais instalações através da utilização de uma loja adjacente.
A proposta já foi apresentada à Câmara Municipal da Figueira da Foz e, caso avance, permitirá recuperar alguns dos serviços entretanto perdidos, nomeadamente a receção de roupa e a realização de atividades com os utentes.
A mudança teve também reflexos no número de famílias acompanhadas. Durante o período de transição, o CASA deixou de aceitar novos agregados e encaminhou parte dos beneficiários para outras entidades do concelho.
O número de famílias apoiadas passou de cerca de 150 para menos de 100, o que representa uma redução de aproximadamente 320 para 200 pessoas abrangidas.
A instituição registou igualmente uma quebra no número de voluntários. A equipa passou de cerca de 60 para pouco mais de 40 elementos, situação que obrigou a instituição a limitar o apoio alimentar nos dias úteis.
O reforço do voluntariado é agora apontado como uma das principais necessidades para que o CASA possa recuperar a sua capacidade de intervenção e voltar a alargar os serviços prestados.

Notícia adaptada pela redação da RDS com base em informação publicada pelo jornal Diário de Coimbra

Imagem: FPB