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Castelo Branco acolhe projeto europeu que reforça a resiliência do Geopark Naturtejo face aos incêndios rurais

Autor:

Redação

20 Abril 2026

Redação

20 Abril 2026

O workshop colaborativo final de um projeto europeu, teve lugar nos dias 15 e 16 de abril de 2026, em Castelo Branco. Financiado pelo programa Horizonte Europa (2023-2026), encontra-se atualmente na fase de consolidação e validação dos resultados alcançados. O Geopark Naturtejo integra o conjunto de cinco territórios-piloto do projeto, que é coordenado pelo Politécnico de Turim, em Itália. Este território foi escolhido como laboratório vivo para analisar os impactos sociais, culturais e territoriais associados a situações de crise e catástrofes, com especial enfoque nos incêndios rurais que, nos últimos anos, têm afetado de forma recorrente a região da Beira Baixa.

Os sucessivos episódios de fogo extremo deixaram marcas profundas no território, provocando alterações significativas na paisagem, fragilizando ecossistemas, afetando populações e colocando desafios acrescidos à gestão territorial, à proteção civil e à coesão social. Neste sentido, o projeto procurou ir além dos danos materiais, analisando também as consequências sociais, culturais e identitárias destes fenómenos.
Ao longo da sua execução, foram promovidas diversas iniciativas participativas, incluindo sessões realizadas em Proença-a-Nova, Castelo Branco e Oleiros, que envolveram comunidades locais, técnicos municipais e entidades institucionais na identificação de fragilidades e na construção conjunta de soluções mais resilientes.

O consórcio do projeto reúne 18 entidades de 10 países, entre universidades, centros de investigação, a UNESCO, organizações da sociedade civil e Geoparques Mundiais da UNESCO. Em Portugal, participam, entre outras entidades, a Escola Nacional de Bombeiros e o Geopark Naturtejo.
O workshop final serviu para debater e consolidar os resultados obtidos, reforçando a importância do património cultural e natural como recurso estratégico na resposta aos incêndios rurais e na promoção de territórios mais preparados, resilientes e coesos.

Imagem: Geopark Naturtejo