O Hospital Termal das Caldas da Rainha continua encerrado esta quinta-feira, 3 de setembro, depois de ter sido detetada uma colónia da bactéria Pseudomonas na Central Técnica da unidade.
Os tratamentos termais estão suspensos desde 20 de agosto e a reabertura ficará dependente dos resultados de novas análises laboratoriais realizadas após a desinfeção do circuito da água termal.
Segundo informação divulgada pela Câmara Municipal das Caldas da Rainha, uma análise de rotina aos circuitos da água termal, realizada pela Unidade de Saúde Pública, identificou a bactéria na Central Técnica do Hospital Termal, a jusante das captações.
A autarquia sublinha que a Pseudomonas não foi detetada nos furos de captação de água termal. O presidente da Câmara, Vítor Marques, afirmou que a situação está a ser acompanhada pelas autoridades de saúde e garantiu que não está em causa a saúde das pessoas que frequentam as Termas das Caldas da Rainha.
A deteção ocorreu na sequência de intervenções técnicas iniciadas a 5 de agosto para a substituição da bomba submersível do furo AC2, que apresentava anomalias. Quando as análises identificaram o foco bacteriano, o Hospital Termal já se encontrava encerrado devido a essa intervenção.
De acordo com o Município, os utentes com tratamentos agendados foram contactados para proceder ao reagendamento das sessões. Antes da reabertura serão repetidas as análises laboratoriais para confirmar que estão reunidas as condições necessárias.
Encerramento leva a pedidos de esclarecimento
A situação chegou também à reunião da Câmara Municipal. Segundo a Lusa, foi aprovada uma proposta apresentada pelo PSD para ouvir a Artecer, empresa responsável pela instalação e manutenção dos equipamentos termais, com os votos favoráveis do PSD e do Chega e os votos contra do Movimento Vamos Mudar, que lidera o executivo.
Os vereadores social-democratas querem esclarecer as intervenções realizadas, as anomalias verificadas e eventuais responsabilidades técnicas, assim como conhecer os resultados das análises efetuadas antes e depois dos trabalhos.
O Chega também manifestou preocupação com a situação e defendeu, entre outras medidas, uma auditoria técnica independente à rede e aos circuitos de distribuição da água termal.
Já a Comissão Cívica Proteção Hospital Termal Rainha D. Leonor e Património considera que a situação não é alarmante, salientando que a bactéria foi identificada no sistema de distribuição e não nas nascentes ou nos furos de captação.
A origem da contaminação continua a ser investigada, enquanto decorrem trabalhos de desmontagem e desinfeção das tubagens e equipamentos. A reabertura do Hospital Termal dependerá dos resultados das análises realizadas após a conclusão destes trabalhos.
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