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Menina de oito anos vive em Almada mas continua inscrita numa escola a 300 quilómetros de casa

Autor:

Redação

16 Setembro 2026

Menina de Almada continua inscrita numa escola na Maia

Redação

16 Setembro 2026

Uma menina de oito anos que atualmente vive em Almada continua inscrita numa escola no concelho da Maia, a cerca de 300 quilómetros de casa, depois de a transferência pedida pela família não ter sido concretizada.

O caso foi relatado pela mãe da criança ao Correio da Manhã e surge numa altura em que centenas de famílias têm enfrentado dificuldades relacionadas com colocações e matrículas no arranque do novo ano letivo.

A criança tem paralisia cerebral e, segundo a mãe, uma incapacidade de 95%, não andando nem falando. A família mudou de residência há cerca de um ano, passando a viver em Almada.

Apesar de a mudança ter permitido transferir outros serviços, como o médico de família e a fisioterapia, a transferência escolar continua por resolver.

Família indicou cinco escolas em Almada

A mãe tentou realizar a transferência através do Portal das Matrículas e indicou cinco estabelecimentos de ensino próximos da nova residência.

A primeira opção escolhida foi a Escola Básica do Miradouro de Alfazina, em Almada.

Segundo o relato da família, nenhuma das cinco opções resultou numa colocação e a transferência da escola que a criança frequentava anteriormente, no concelho da Maia, não foi concretizada.

A menina continua, assim, associada à Escola Básica D. Manuel II, na Maia.

A mãe deslocou-se esta terça-feira à escola no Norte numa tentativa de resolver presencialmente a situação, mas afirmou ao Correio da Manhã que o problema permanecia por solucionar.

Criança aparece agora inscrita no 3.º ano

Há ainda uma segunda situação denunciada pela família.

A menina frequentou o 1.º ano no último ano letivo, mas surge agora associada ao 3.º ano de escolaridade, segundo o relato da mãe.

A família procura agora uma solução que permita à criança frequentar uma escola próxima da atual residência e manter o contacto regular com outras crianças.

Até à publicação da informação original, o Ministério da Educação ainda não tinha prestado esclarecimentos sobre este caso concreto.

Problemas com colocações afetam centenas de famílias

O caso surge num momento particularmente complexo para as colocações escolares na Área Metropolitana de Lisboa.

O Ministério da Educação anunciou entretanto a colocação de 569 alunos do ensino básico e secundário em escolas de Almada, Sintra e Amadora, depois de uma reunião envolvendo diretores de 47 agrupamentos e escolas não agrupadas.

Segundo o Ministério, 65% destes pedidos de matrícula tinham sido apresentados fora do prazo.

Desde 7 de setembro foram ainda registados mais de 597 novos pedidos de matrícula nos vários anos de escolaridade nos concelhos de Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Seixal e Sintra.

Para encontrar vagas, a Agência para a Gestão do Sistema Educativo tem articulado soluções com escolas e municípios, incluindo a criação de novas turmas, integração de alunos em regime supranumerário e reorganização dos espaços escolares.

O Ministério garante que nenhum aluno em idade de escolaridade obrigatória ficará sem colocação.

O caso concreto da menina de oito anos residente em Almada permanecia, contudo, sem uma solução conhecida aquando da divulgação da situação.

Fontes: Correio da Manhã; Ministério da Educação, Ciência e Inovação.