Joaquim Letria faleceu esta sexta-feira na sua residência, aos 82 anos de idade, deixando um legado no jornalismo em Portugal.
Nascido em 1943, o jornalista e escritor foi um dos rostos mais marcantes da transição para o jornalismo moderno em Portugal no pós-25 de Abril.
Iniciou a carreira de jornalista em 1963 no Diário de Lisboa, e destacou-se pela criação e apresentação de formatos inovadores na RTP, com programas de debate e grandes entrevistas que romperam com o tom formal da época.
Fez parte dos criativos do Expresso, e foi fundador dos semanários O Jornal e Tal & Qual, e recebeu o Prémio da Imprensa na categoria ‘Televisão’, em 1974.
Na sua vasta carreira, trabalhou também na imprensa escrita, fundou projetos editoriais e destacou-se além-fronteiras como correspondente internacional.
Joaquim Letria foi também porta-voz da presidência da República, durante os mandatos de Ramalho Eanes, lugar que desempenhou até 1986. Regressou depois à RTP, onde apresentou o programa Já Está.
Fora dos ecrãs e dos microfones, assinou várias obras literárias e crónicas que retratavam, com um olhar de crítico e satírico, a evolução política e social do país.
Imagem: Arquivo RTP










