No dia em que a Ponte 25 de Abril celebra 60 anos, sabe-se que uma nova ponte vai nascer no Rio Tejo.
A garantia foi dada pelo Ministro das Infraestruturas, que explicou que “irá servir o novo aeroporto”. Miguel Pinto Luz lembra que será assim cumprida “a palavra com o governo espanhol, de garantir uma ligação ferroviária em alta velocidade, em três horas até 2034”.
“A construção poderá levar entre quatro a cinco anos, num processo diferente, com outro tipo de desenho e engenharia”, adianta Miguel Pinto Luz, que lembra, “este governo não irá avançar apenas com a terceira travessia, este governo tomou a decisão de avançar também com o túnel Algés-Trafaria”.
Um anúncio feito na celebração dos 60 anos da Ponte 25 de abril, onde passam cerca de 300as mil pessoas por dia, mais de 100 milhões por ano.
Estávamos em 1966, e o Diário Popular escrevia: “Um dia histórico, foi inaugurada a Ponte”. No mesmo texto lia-se que eram “milhares de pessoas de todos os cantos ou pontos de Lisboa e Almada, que ansiavam pelo momento”.
Foi construída nos tempos do Estado Novo, demorou menos de quatro anos a ser construída, e custou 4,49 milhões de contos, cerca de 22,39 milhões de euros. Foi inaugurada com o nome de Ponte Salazar.
Mas nem só de veículos se faz esta travessia: há quem vá Fertagus – o comboio da ponte.
A Ponte 25 de abril é o troço icónico do trajeto dos comboios da Fertagus, empresa que inaugurou a travessia ferroviária, e transportou 560 milhões de passageiros desde 1999, mais do que a população da União Europeia.
Em 1999, com a inauguração da ligação ferroviária no tabuleiro inferior passou a ser uma das maiores pontes rodoferroviárias suspensas em funcionamento.
Imagem: CM Almada











