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Rutura de grande dimensão deixa várias zonas de Almada sem água

Autor:

Redação

6 Julho 2026

Redação

6 Julho 2026

Uma rutura de grande dimensão numa conduta adutora provocou esta segunda-feira interrupções no abastecimento de água em várias zonas do concelho de Almada. A informação foi confirmada pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), que garantem estar a trabalhar para repor o serviço o mais rapidamente possível.
De acordo com os SMAS, as localidades mais afetadas são Monte da Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica. As equipas técnicas encontram-se no terreno a reparar a infraestrutura danificada, numa operação considerada prioritária devido ao impacto da avaria na população.
A entidade responsável pelo abastecimento de água pede ainda aos consumidores que estejam sem serviço, mas que residam fora das zonas identificadas, para entrarem em contacto com a linha gratuita de avarias e ruturas, para que cada situação possa ser avaliada.
A nova rutura surge numa altura em que o concelho de Almada enfrenta sucessivos problemas no abastecimento de água. Nas últimas semanas têm sido frequentes os relatos de cortes no fornecimento e de quebras de pressão em diferentes freguesias, situação que tem gerado um crescente descontentamento entre os moradores e os comerciantes.
Perante esta realidade, foi criada uma petição pública que já reúne perto de quatro mil assinaturas. Os envolvidos exigem uma intervenção urgente das entidades responsáveis e defendem soluções que permitam garantir um abastecimento regular de água, sobretudo em zonas como a Costa da Caparica, Sobreda e Capuchos, onde os problemas têm sido mais recorrentes.
Entretanto, a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), em declarações ao jornal Expresso, anunciou que está a acompanhar a situação.
O regulador confirmou ter solicitado esclarecimentos aos SMAS de Almada, na sequência do elevado número de reclamações recebidas por parte dos utilizadores, com o objetivo de apurar as causas das falhas no abastecimento e conhecer as medidas adotadas para minimizar os impactos.
Na semana passada, os SMAS explicaram que o concelho atravessa um período de grande pressão sobre o sistema de abastecimento, atribuindo as dificuldades às elevadas temperaturas e ao aumento significativo da população durante os meses de verão. Segundo a entidade, a procura de água tem ultrapassado a capacidade diária de captação dos furos existentes.
Para responder a esta situação, foi implementada uma gestão rotativa da rede, acompanhada por uma redução estratégica da pressão da água entre a meia-noite e as seis da manhã, permitindo recuperar as reservas dos depósitos durante o período noturno.
Os serviços municipais revelaram ainda que reforçaram a fiscalização em todo o concelho para identificar e eliminar ligações irregulares à rede pública.
O descontentamento da população continua, no entanto, a aumentar. O Movimento Futuro da Costa convocou uma concentração de protesto junto aos SMAS de Almada, enquanto nas redes sociais circula um apelo à participação num cordão humano silencioso, marcado para o dia 8 de julho, na Costa da Caparica, para exigir uma solução definitiva para os sucessivos problemas no abastecimento de água.

Imagem: CMA, SMAS