O verão de 2026 ficou registado como o terceiro mais quente em Portugal desde que há dados comparáveis, em 1931. De acordo com o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a temperatura média do trimestre foi de 23,17°C, 1,21°C acima do valor normal para o período de referência 1991-2020.
O calor foi particularmente intenso nos extremos: o verão de 2026 fica em quinto lugar na tabela histórica das temperaturas máximas mais altas e em sexto lugar nas mínimas mais elevadas desde 1931. O valor mais alto registado foi de 44,3°C, medido em Mora, no Alentejo, a 3 de julho.
O país foi atravessado por duas ondas de calor — entre 9 e 24 de junho, e entre 29 de junho e 11 de julho — sendo que a segunda chegou a abranger 77% das estações meteorológicas analisadas pelo IPMA. No total, foram batidos 23 novos extremos de temperatura do ar.
Quanto à precipitação, o verão ficou dentro da normalidade: 43,3 mm acumulados, correspondentes a 97% do valor habitual para a época. Mas a distribuição foi irregular — junho e julho ficaram abaixo da média, enquanto agosto trouxe 260% da precipitação normal para o mês, com 17 novos extremos de precipitação diária. O valor mais alto em 24 horas foi registado em Vila Nova de Cerveira, com 58,2 mm, entre 23 e 28 de agosto.
Na síntese do próprio instituto, o verão de 2026 foi “muito quente e normal em relação à precipitação”.
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), via Rádio Renascença e Diário de Notícias











