Os trabalhos de reposição de areia nas praias entre o Garrão e Quarteira, no concelho de Loulé, estão a decorrer a bom ritmo e poderão ficar concluídos até meados de maio, segundo indicou a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, durante uma visita às intervenções em curso.
A operação de alimentação artificial abrange cinco praias do concelho e surge como resposta ao desgaste significativo do areal provocado pelas recentes tempestades que afetaram o Algarve. De acordo com a governante, três dessas praias — Trafal, Vale do Lobo e Garrão — já se encontram concluídas, faltando apenas concluir os trabalhos nas zonas de Quarteira e Porto Novo.
No total, a intervenção prevê a reposição de cerca de 1,4 milhões de metros cúbicos de areia, dos quais ainda restam aproximadamente 600 mil por colocar. A ministra classificou a obra como essencial, tanto do ponto de vista ambiental como económico, sublinhando a importância destas praias para a sustentabilidade do setor turístico na região.
Maria da Graça Carvalho alertou que, sem este tipo de intervenção regular, a erosão costeira poderá comprometer a existência das praias a médio prazo, com impacto direto na economia local. A responsável destacou ainda que, caso as condições meteorológicas se mantenham estáveis, a conclusão dos trabalhos poderá ser antecipada para antes do início da época balnear, marcada para 1 de junho.
O investimento total na alimentação destas cinco praias ascende a 14,8 milhões de euros, sendo 85% financiado pelo Programa Operacional Sustentável e os restantes 15% assegurados pelo Fundo Ambiental.
A governante adiantou também que este tipo de intervenção será replicado noutras zonas costeiras do país, incluindo praias no Algarve e noutras regiões, como a Costa de Caparica, Furadouro e Moledo.
Paralelamente, estão previstas outras medidas complementares, como intervenções nos pontões de Quarteira, com o objetivo de melhorar a retenção de areia, bem como ações de consolidação de arribas em zonas de risco, nomeadamente na costa de Albufeira.
Estas intervenções visam reforçar a segurança dos utilizadores das praias e mitigar o risco de derrocadas, num contexto em que as autoridades alertam para a necessidade de cumprimento das recomendações de segurança junto às falésias.











