A Câmara Municipal da Nazaré solicitou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro a reprogramação financeira do projeto do novo terminal rodoviário, com o objetivo de evitar uma penalização que poderá atingir cerca de 600 mil euros, na sequência de atrasos na execução da obra.
O equipamento, inaugurado em fevereiro de 2025, representou um investimento global de 1,7 milhões de euros, inicialmente financiado a 100% pelo programa comunitário Centro 2020. No entanto, devido ao prolongamento dos prazos de execução, o projeto transitou para o Centro 2030, situação que poderá implicar correções financeiras para o município.
Segundo o presidente da autarquia, Serafim António, estão em causa dois fatores principais: uma revisão de preços apresentada pelo empreiteiro, no valor aproximado de 260 mil euros, e uma notificação da CCDR Centro que prevê a aplicação de uma correção financeira de 25% sobre a despesa elegível do projeto. A estes valores somam-se custos adicionais associados ao prolongamento da obra, que teve uma duração quase duplicada face ao inicialmente previsto.
O autarca sublinha que, tendo o município estado sob assistência financeira do Fundo de Apoio Municipal desde 2018, um encargo desta dimensão representa um impacto significativo nas contas locais. Nesse sentido, foi solicitado o alargamento do prazo de execução financeira do projeto até ao final de junho, como forma de evitar a penalização. Até ao momento, o pedido aguarda resposta por parte da CCDR Centro.
O novo terminal rodoviário funciona como uma interface multimodal, integrando ligações urbanas, regionais e nacionais, incluindo a Rede de Expressos. A infraestrutura insere-se no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável da Nazaré, com o objetivo de promover soluções de transporte mais eficientes e reduzir as emissões poluentes.
No âmbito da mesma estratégia de mobilidade, está também prevista a conclusão, até ao final de agosto, do funicular da Pederneira, um investimento de 10 milhões de euros financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Imagem: CMN











