O Orçamento do Estado para 2026, aprovado a 27 de novembro, prevê o fim do pagamento de portagens em várias autoestradas do país. A medida surge na sequência de alterações propostas pelos partidos da oposição, com destaque para PS e Chega, e terá impacto direto sobre residentes, empresas e veículos pesados.
A proposta aprovada contempla a eliminação total de portagens na A25, incluindo os troços Esgueira-Aveiro Nascente, Estádio-Angeja e Angeja-Albergaria, que passam a estar completamente livres de taxas. Na A2 e A6, a isenção aplica-se apenas a residentes, particulares e empresas no Alentejo, abrangendo o Baixo, Alto e Litoral Alentejano, mediante dispositivo eletrónico associado à matrícula.
A A41-CREP terá também suspensão das portagens para veículos pesados nas horas de ponta, enquanto o Governo realiza um estudo sobre os impactos no congestionamento da Via de Cintura Interna do Porto.
Além disso, a cobrança de portagens fica suspensa na A19, entre São Jorge e Leiria Sul, e na A8, entre Leiria Sul e Pousos, para veículos pesados, até que seja concluído um estudo sobre os efeitos do tráfego no Mosteiro da Batalha.
O Governo estima que as alterações orçamentais introduzidas pela oposição terão um impacto financeiro de cerca de 100 milhões de euros, sendo que apenas a medida de isenção parcial na A2 e A6 terá um custo inicial de 23,4 milhões de euros.
Imagem: António Pedro Santos | LUSA (arquivo)









