Algumas das nadadoras presentes na etapa da Taça do Mundo de Águas Abertas, disputada no passado dia 20 de junho em Setúbal, necessitaram de assistência médica depois de desenvolverem sintomas gastrointestinais nas horas seguintes à competição.
Os primeiros relatos começaram a surgir cerca de um dia após a prova feminina dos 10 quilómetros, realizada na manhã de sábado. Entre os sintomas registados estão febre, vómitos intensos e desidratação, tendo algumas nadadoras sido hospitalizadas para receber tratamento, incluindo administração de soro intravenoso.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, entre sete e dez atletas terão recorrido a unidades hospitalares, num grupo de 48 participantes que concluíram a corrida feminina.
Uma das atletas afetadas foi a húngara Bettina Fábián, segunda classificada na competição, que revelou nas redes sociais ter necessitado de cuidados médicos durante várias horas devido ao agravamento do seu estado de saúde.
Até ao momento, não existe uma explicação oficial para os problemas registados.
Entre as hipóteses em análise encontram-se uma eventual intoxicação alimentar ou fatores relacionados com a qualidade da água da baía de Setúbal, onde decorreu a prova.
Alguns treinadores e atletas manifestaram dúvidas sobre os procedimentos de monitorização da água antes da competição, enquanto outros defendem que a origem poderá estar relacionada com a alimentação ou com outros fatores logísticos, uma vez que as diferentes seleções ficaram alojadas em unidades hoteleiras distintas.
O episódio voltou a colocar em discussão as condições em que decorrem as competições internacionais de águas abertas.
Vários participantes defenderam um reforço dos critérios de avaliação ambiental e dos protocolos de segurança antes da realização deste tipo de provas.
Espera-se agora que a World Aquatics acompanhe a investigação e avalie eventuais alterações aos procedimentos de segurança para futuras competições.
Imagem: CMS












