Entre os dias 20 e 26 de março, as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve vão apresentar níveis elevados a moderados de concentração de pólen na atmosfera, de acordo com a previsão divulgada pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC). Esta situação representa um risco acrescido para o desenvolvimento e agravamento de alergias respiratórias, sobretudo em pessoas mais sensíveis, devido à elevada presença de grãos de pólen dispersos no ar.
Segundo o Boletim Polínico da SPAIC, este aumento resulta da combinação de diferentes espécies vegetais em floração nesta altura do ano, nomeadamente árvores como cipreste, plátano, pinheiro, carvalho, sobreiro e azinheira, bem como ervas como urtiga, gramíneas, azeda e urticáceas, onde se inclui a parietária. Estes elementos libertam pólen que, ao ser transportado pelo vento, se acumula na atmosfera, atingindo níveis considerados relevantes para a saúde pública.
Nas regiões de Entre Douro e Minho e na Beira Litoral, a concentração de pólen será igualmente moderada, com destaque para espécies como ciprestes, plátanos e eucaliptos, além das já referidas ervas. Estas zonas poderão também registar variações nos níveis ao longo dos dias, dependendo das condições meteorológicas, como vento, temperatura e humidade, que influenciam diretamente a dispersão dos grãos de pólen.
Na Beira Interior, nomeadamente em Castelo Branco, o cenário é semelhante, com níveis moderados e presença significativa de pólen proveniente de ciprestes, plátanos, pinheiros, carvalhos, sobreiros e azinheiras, assim como de ervas como urtigas e gramíneas. Este padrão demonstra uma distribuição relativamente uniforme das fontes de pólen em várias zonas do território continental.
Por outro lado, as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro apresentam um risco mais baixo, com concentrações de pólen provenientes sobretudo de ciprestes, plátanos e pinheiros, bem como de algumas ervas. Situação idêntica verifica-se nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, onde os níveis previstos são reduzidos, ainda que exista presença de pólen, nomeadamente de ciprestes, pinheiros e urtigas.
No caso da Madeira, mais concretamente no Funchal, os principais responsáveis pela concentração de pólen são o cipreste e o pinheiro, bem como ervas como urtigas e urticáceas. Já nos Açores, em Ponta Delgada, destacam-se os ciprestes, incluindo a criptoméria, além do pinheiro e de várias ervas, o que mantém uma exposição, ainda que em níveis mais controlados.
Os especialistas alertam que, apesar de os níveis variarem entre regiões, a exposição ao pólen pode desencadear sintomas como espirros, congestão nasal, lacrimejo, irritação ocular e dificuldades respiratórias, especialmente em indivíduos com historial de alergias. Nestes períodos, recomenda-se a adoção de medidas preventivas, como evitar a exposição prolongada ao ar livre nas horas de maior concentração, manter janelas fechadas em casa e utilizar proteção adequada em caso de necessidade.
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