A região do Algarve registou, em março de 2026, o maior crescimento do país nos proveitos turísticos, com uma subida homóloga de 11,9%, acompanhada por um aumento de 3,9% nas dormidas, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
No conjunto nacional, o Algarve concentrou 21,0% das dormidas, posicionando-se como a segunda região com maior peso, atrás de Lisboa, que representou 27,8%. A estada média fixou-se em 3,58 noites, acima da média nacional de 2,42 noites e apenas superada pela Madeira, com 4,07 noites.
A evolução positiva foi transversal a diferentes segmentos de mercado. As dormidas de não residentes cresceram 4,0%, enquanto as de residentes aumentaram 3,2%. Os proveitos de aposento registaram igualmente uma subida significativa, na ordem dos 10,8%.
Entre os principais mercados emissores, o Reino Unido manteve a liderança, representando 16,4% das dormidas de não residentes, interrompendo uma tendência de sete meses consecutivos de queda. Os mercados irlandês e espanhol evidenciaram os maiores crescimentos, com aumentos de 16,2% e 14,0%, respetivamente, enquanto o mercado brasileiro registou um decréscimo de 7,0%.
Ao nível municipal, Albufeira destacou-se com um crescimento de 16% nas dormidas em março, impulsionado por aumentos de 28,6% nos residentes e 14,3% nos não residentes, representando 7,4% do total nacional. No total, sete municípios algarvios figuraram entre os 15 principais concelhos do país em volume de dormidas.
Apesar do aumento da procura, as taxas de ocupação-cama e de quarto registaram ligeiras descidas, de 0,9 e 0,2 pontos percentuais, respetivamente. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se nos 34,67 euros, enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 78,26 euros.
Os dados relativos a março, ainda em período de época baixa, indicam uma tendência de crescente procura ao longo de todo o ano, reforçando o posicionamento do Algarve como destino turístico contínuo e menos dependente da sazonalidade.











