A Polícia Judiciária está a investigar o desaparecimento de Ricardo Claro, diretor de recursos humanos e administrativo do restaurante de luxo Well, situado em Vale do Lobo. O desaparecimento foi reportado após o último contacto conhecido, na passada sexta-feira à noite, não existindo até ao momento qualquer confirmação do seu paradeiro.
Segundo informação partilhada por familiares nas redes sociais, a hipótese de rapto para extorsão está a ser considerada, uma vez que foram registados movimentos anómalos nos cartões bancários da vítima, com levantamentos das quantias máximas diárias, comportamento que não era habitual. A irmã, Sandra Primitivo, apelou publicamente à população para que esteja atenta a sinais como veículos abandonados ou acidentes em estradas e zonas isoladas, associando os dados bancários a um possível assalto.
O último sinal conhecido do telemóvel de Ricardo Claro terá sido detetado em Olhão, na noite de sexta-feira, após ter estado com a mãe para jantar. O automóvel do desaparecido, que também chegou a ser dado como desaparecido, foi entretanto localizado na tarde de terça-feira na zona de Olhão, sem que, até ao momento, tenham sido encontrados vestígios da pessoa nas imediações.
A investigação já motivou buscas por parte da Polícia Judiciária em Moncarapacho, local onde a família possui uma habitação, tendo as operações sido posteriormente alargadas para uma área junto à Ria Formosa, entre os concelhos de Faro e Loulé, numa tentativa de recolher mais indícios que ajudem a esclarecer o caso.
Ricardo Claro tem formação em Direito e desempenhou várias funções profissionais ao longo da sua carreira, incluindo cargos de direção comercial e uma passagem de cerca de uma década pelo jornalismo, num órgão de comunicação regional sediado em Tavira.











