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Dois detidos em Faro por alegado esquema com falsas plataformas de investimento

Autor:

Redação

19 Junho 2026

Redação

19 Junho 2026

A Polícia Judiciária deteve dois jovens de 23 anos em Faro por suspeitas de envolvimento num esquema de burla através de falsas plataformas de investimento e alegados serviços de gestão de apostas desportivas, que terá lesado pelo menos seis pessoas e provocado prejuízos superiores a 34 mil euros. A operação, denominada “Faroeste”, foi desenvolvida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão e culminou com a realização de buscas domiciliárias e a apreensão de diversos elementos considerados relevantes para a investigação.

Segundo a Polícia Judiciária, os factos investigados remontam ao período entre 2022 e 2025. Os suspeitos recorriam a redes sociais e plataformas de comunicação eletrónica para promover oportunidades de investimento financeiro e serviços relacionados com apostas desportivas, prometendo retornos elevados e rápidos aos potenciais clientes. Convencidas da rentabilidade dos negócios apresentados, as vítimas acabavam por transferir quantias monetárias para contas bancárias controladas pelos arguidos.

De acordo com a investigação, depois de receberem os valores, os suspeitos procediam ao levantamento do dinheiro em numerário ou realizavam sucessivas transferências entre diferentes contas bancárias, numa alegada tentativa de dificultar o rastreamento dos fundos e ocultar a sua origem. Estes movimentos estão também na base das suspeitas do crime de branqueamento de capitais que recaem sobre os detidos.

No decurso das buscas efetuadas em Faro, os inspetores apreenderam equipamentos informáticos, telemóveis, documentação bancária e mais de 19 mil euros em numerário. Todo o material recolhido será agora sujeito a análise pericial para aprofundar a investigação e determinar a eventual existência de mais vítimas ou de outros intervenientes no esquema.

Durante uma das diligências, as autoridades encontraram ainda duas armas de fogo e dezenas de munições de vários calibres. Segundo a PJ, o proprietário não possuía licença válida de uso e porte de arma, encontrando-se também indiciado pela prática do crime de detenção de arma proibida.

Os dois suspeitos foram presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, onde serão avaliadas as medidas de coação a aplicar. Entretanto, a Polícia Judiciária mantém a investigação em curso, não excluindo a possibilidade de surgirem novos lesados à medida que o processo avança.

Imagem: iStock