Há lugares que guardam histórias. Outros escondem cidades inteiras.
Durante séculos, um dos maiores complexos termais romanos da Península Ibérica permaneceu oculto sob as ruas de Chaves. Enquanto a cidade crescia à superfície, um extraordinário legado romano aguardava para ser redescoberto.
Hoje, as Termas Romanas de Chaves convidam os visitantes a viajar até à antiga Aquae Flaviae e a descobrir um lugar onde a água continua a ser a grande protagonista, tal como há quase dois mil anos.
Como chegar às Termas Romanas de Chaves
Localizadas junto ao centro histórico de Chaves, as Termas Romanas são de fácil acesso para quem visita a cidade.
A partir de Lisboa, a viagem de carro demora cerca de 4h30. Já do Porto, o percurso faz-se em aproximadamente 1h45 pela A4. À medida que se avança para Trás-os-Montes, a paisagem transforma-se em vales, montanhas e em extensas áreas verdejantes.
Um tesouro revelado pela história
Muito antes de existir a cidade que hoje conhecemos, já estas águas quentes e minerais atraíam quem procurava bem-estar e saúde.
Os romanos reconheceram rapidamente o seu valor e fundaram aqui Aquae Flaviae, construindo um impressionante complexo termal que se tornou um dos mais importantes da Península Ibérica.
Com o passar dos séculos, as estruturas acabaram soterradas e esquecidas. Só em 2005, durante trabalhos no centro histórico, começaram a surgir os primeiros vestígios.
O que parecia uma simples descoberta arqueológica revelou tanques, galerias e sistemas hidráulicos surpreendentemente preservados, abrindo uma nova janela para o passado romano da cidade.
Uma viagem ao tempo dos romanos
À medida que se avança pelo percurso, as ruínas ganham forma e ajudam a imaginar o dia a dia dos romanos.
Os tanques, os canais e as estruturas de pedra revelam a dimensão do complexo e contam a história de uma cidade que viveu em torno da água.
Há algo de especial em caminhar por um lugar onde milhares de pessoas passaram há quase dois mil anos.
E o mais fascinante é saber que a nascente continua ativa. A mesma água que abastecia este balneário continua a emergir do subsolo, ligando o presente a um passado distante.
O que não pode mesmo perder
Ao descer até ao núcleo arqueológico, a sensação é a de entrar numa cidade escondida sob a cidade.
As estruturas revelam-se gradualmente entre jogos de luz e pedra, criando um cenário que parece suspenso no tempo.
Vale a pena visitar?
Claro que sim.
Aqui, a história não está atrás de uma vitrina. Está viva.
Corre silenciosamente nas mesmas águas que deram origem a Aquae Flaviae e continua, ainda hoje, a surpreender quem as descobre.
Este artigo foi elaborado com base em informações disponibilizadas pelo Museu das Termas Romanas de Chaves.
Imagem: Termas Romanas de Chaves












