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Para além das praias, Olhão guarda a verdadeira alma do Algarve

Autor:

Redação

8 Julho 2026

Redação

8 Julho 2026

Há cidades onde o mar é apenas um cenário. Em Olhão, é a razão de ser. É dele que chegam os melhores peixes, nascem as tradições, vivem os pescadores e se contam histórias que atravessam gerações.

Uma cidade virada para a Ria Formosa
Olhão cresceu de frente para a Ria Formosa, um dos mais importantes parques naturais de Portugal. Da marinha partem diariamente embarcações para algumas das praias mais bonitas do Algarve, como as ilhas da Armona, Culatra e Farol, conhecidas pelas águas cristalinas e pelos extensos areais.
Os passeios de barco são uma das melhores formas de conhecer este ecossistema, onde convivem aves, viveiros de bivalves e pequenas comunidades piscatórias que mantêm um modo de vida ligado ao mar.

Os mercados contam a história da cidade
Poucos locais representam tão bem Olhão como os seus mercados. Os emblemáticos edifícios de tijolo vermelho, junto à frente ribeirinha, recebem diariamente peixe acabado de chegar dos barcos e produtos frescos da região, tornando-se um dos maiores símbolos da cidade.
É aqui que muitos pescadores começam o dia e onde se percebe a importância que a atividade piscatória continua a ter para a economia e identidade olhanense.

Ruas que parecem um labirinto
Basta entrar no centro histórico para encontrar um Algarve diferente. As casas caiadas de branco, de arquitetura cúbica e inspiração mourisca, formam um autêntico labirinto de ruas estreitas, pátios escondidos e açoteias que fazem lembrar o Norte de África.
Esta herança distingue Olhão de qualquer outra cidade algarvia e convida a passeios sem destino marcado.

À mesa manda o mar
Em Olhão, o peixe fresco é rei. Da sardinha ao robalo, do polvo ao pregado, quase tudo chega diretamente da lota para os restaurantes. Na Ria Formosa, há quem diga que “o ouro vem da areia”, numa referência às amêijoas e ao berbigão, dois dos grandes tesouros gastronómicos da região. Entre os pratos mais emblemáticos destaca-se a caldeirada de peixe.
Na Páscoa, existe  uma tradição bem antiga, praticada ainda por alguns, de cozinhar amêijoas sobre uma pedra aquecida, num método totalmente natural que continua a reunir famílias à mesa.
Nos doces, o destaque vai para o Morgado, feito com amêndoa, figo e fios de ovos, e para o tradicional Folar de Olhão, duas especialidades que preservam os sabores da região.

Uma terra de pescadores
O mar continua a ser o sustento de muitas famílias. A pesca e a apanha de bivalves fazem parte do quotidiano e ainda hoje é possível encontrar técnicas tradicionais, como a utilização da murejona ou a apanha de amêijoas, uma a uma, um trabalho exigente que ajuda a explicar a qualidade reconhecida destes produtos.

Vale a pena visitar?
Olhão tem tudo para conquistar quem a visita.
Muito mais do que um destino de praia, é uma cidade  que mostra e faz viver um Algarve autêntico e que continua a conquistar quem procura conhecer a verdadeira identidade da região.

Este artigo foi elaborado com base em informações disponibilizadas pelas 7 maravilhas de Portugal, complementadas com dados históricos, culturais e turísticos sobre Olhão.

Imagem: VisitAlgarve