Quatro concelhos do Algarve encontram-se esta segunda-feira em perigo muito elevado de incêndio rural, segundo os dados divulgados pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Os municípios de Silves, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira integram a lista dos 22 concelhos do território continental classificados no segundo nível mais grave da escala de risco utilizada pela entidade meteorológica.
De acordo com o IPMA, além dos quatro concelhos algarvios, encontram-se também em perigo muito elevado vários municípios dos distritos de Santarém, Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Bragança. A classificação resulta da conjugação de diversos fatores meteorológicos e ambientais que favorecem a propagação de incêndios rurais.
No Algarve, a situação merece especial atenção numa altura em que se aproxima o verão e aumentam as temperaturas, tornando os combustíveis vegetais mais secos e suscetíveis à ignição. O IPMA alerta ainda que o perigo de incêndio deverá agravar-se a partir de quarta-feira, mantendo-se elevado pelo menos até ao final da semana.
Além dos concelhos classificados com perigo muito elevado, o instituto identifica ainda um conjunto alargado de municípios portugueses em perigo elevado de incêndio rural, incluindo os distritos de Faro, Beja, Évora, Lisboa, Leiria, Santarém, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Viseu, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.
O índice de perigo de incêndio rural utilizado pelo IPMA possui cinco níveis de classificação — reduzido, moderado, elevado, muito elevado e máximo — sendo calculado diariamente com base em variáveis como a temperatura do ar, a humidade relativa, a velocidade do vento e a quantidade de precipitação registada nas 24 horas anteriores.
Face às previsões para os próximos dias, as autoridades recomendam especial prudência na realização de atividades que possam originar ignições, sobretudo em zonas florestais e rurais. O aumento do risco coincide com um período de temperaturas mais elevadas e condições atmosféricas favoráveis à rápida propagação de eventuais focos de incêndio.
A Proteção Civil e as entidades responsáveis pela vigilância e combate aos incêndios mantêm o acompanhamento da situação, apelando à população para cumprir as regras de prevenção e evitar comportamentos de risco durante este período de maior vulnerabilidade.
Imagem: Paulo Cunha – Lusa











