A Aliança Territorial Europeia (ATE), que junta entidades do Norte da Estremadura espanhola e da Beira Baixa portuguesa, diz sair “mais confiante” das reuniões realizadas esta quinta-feira, 28 de maio, com os grupos parlamentares do PSD, PS e Chega, na Assembleia da República.
Em cima da mesa esteve a reivindicação da ligação transfronteiriça entre Portugal e Espanha, considerada estratégica para o desenvolvimento da zona de fronteira.
A comitiva da ATE pretende que a Junta da Estremadura avance ainda este ano com a construção dos 20 quilómetros entre Moraleja e Monfortinho, no concelho de Idanha-a-Nova.
Do lado português, a exigência passa pelo arranque, no segundo semestre de 2027, da primeira fase do IC31 num troço de 32 quilómetros entre Alcains/A23 e o cruzamento com a EN353/EN557.
Os responsáveis defendem igualmente a assinatura, na próxima Cimeira Ibérica, do convénio para a construção da nova ponte internacional sobre o rio Erges, também no concelho de Idanha-a-Nova.
Os representantes da ATE consideram que este é um projeto decisivo para o futuro da região fronteiriça. “Este é um projeto que ou se faz agora ou dificilmente se fará. Não podemos ficar mais duas décadas à espera. Continuaremos focados nisso. E não nos vamos calar enquanto não for concretizado”, sublinhou a comitiva, em declarações citadas pelo Diário Digital de Castelo Branco e pela agência Lusa.
Apesar de a marcação de uma eventual Cimeira Ibérica não depender da Assembleia da República, os representantes da plataforma deixaram clara a importância política e estratégica do encontro.
As audiências em Lisboa surgem depois de a ATE já ter reunido com vários grupos parlamentares no Parlamento da Junta da Extremadura, em Mérida.
No próximo dia 11 de junho, a ATE será recebida pelo PCP. As reuniões com os restantes partidos com representação parlamentar ainda não têm data marcada.
Na perspetiva da ATE, a concretização desta infraestrutura é vista como essencial para combater o despovoamento da região raiana, promover a criação de emprego e reforçar o corredor turístico e logístico entre Portugal e Espanha.
A urgência do projeto levou já à realização de uma manifestação em Monfortinho, no passado dia 20, que reuniu cerca de mil participantes portugueses e espanhóis.
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