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Beira Baixa em protesto por falta de transparência nos projetos de centrais solares

Autor:

Redação

28 Abril 2026

Redação

28 Abril 2026

Organizações ambientalistas e grupos de cidadãos da Beira Baixa vão realizar uma manifestação no dia 6 de maio, contestando aquilo que consideram ser falta de transparência nos processos ligados a dois grandes projetos de centrais fotovoltaicas na região.
A ação é promovida pela Quercus e pretende denunciar a ausência de divulgação dos relatórios das consultas públicas referentes às centrais solares da Beira e da Sophia, cujos documentos continuam, segundo os organizadores, sem estar acessíveis no portal oficial.

Num comunicado, a associação ambientalista afirma que a mobilização surge da preocupação crescente da população perante a forma como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem comunicado e gerido estes processos de avaliação ambiental.
A Quercus refere ainda que a comissão responsável pela análise do projeto da central da Beira terá emitido parecer negativo, apontando impactos relevantes nos ecossistemas e na utilização do solo. No entanto, sublinha que esse parecer, tal como o relatório da consulta pública, não foi ainda disponibilizado ao público.

Outra situação semelhante é apontada no caso da central da Sophia, onde terão sido identificados impactos ambientais significativos, sem que a documentação completa tenha sido tornada pública.
Para esta ação de protesto uniram-se várias organizações, entre as quais a Quercus Castelo Branco, o Movimento Cívico Gardunha Sul, o grupo Cidadãos pela Beira Baixa, o PRIP | Cova da Beira Converge e a Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional. A concentração está marcada para junto da sede da APA, em Castelo Branco, a partir das 13h00, sob o lema “Mega centrais – Beira Baixa Exige Respostas”.

Os promotores da iniciativa afirmam que milhares de participantes contribuíram para as consultas públicas e continuam, meses depois, sem acesso aos resultados finais, considerando esta situação injustificada e exigindo explicações claras e urgentes às entidades competentes.
Apesar de reconhecerem a importância das energias renováveis, os organizadores defendem que a transição energética deve ser feita com total transparência e com uma avaliação ambiental rigorosa, que tenha em conta os efeitos acumulados destes projetos.

As duas centrais em causa abrangem vários concelhos do distrito de Castelo Branco, incluindo zonas de Fundão, Idanha-a-Nova, Penamacor e Castelo Branco, envolvendo investimentos de grande escala e elevada capacidade de produção energética.

 Imagem: DDCB