Esta quinta-feira, 10 de julho de 2025, arranca o 48.º Grande Prémio Internacional de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho, uma das mais prestigiadas e antigas provas do ciclismo português. O evento prolonga-se até domingo, 13 de julho, e continua a ser a competição nacional com maior longevidade no calendário da UCI Europe Tour. Mais do que uma corrida, trata-se de uma homenagem viva a Joaquim Agostinho, figura maior do desporto nacional, cuja memória continua presente em diferentes gerações de adeptos.
O pelotão desta edição é composto por 123 ciclistas distribuídos por 18 equipas, seis das quais internacionais. Entre estas destacam-se três formações espanholas, uma suíça, uma canadiana e uma do Ruanda. As restantes equipas são portuguesas, incluindo nove profissionais continentais e três formações sub-23 melhor classificadas no ranking nacional, refletindo o compromisso da organização com a valorização do ciclismo nacional.
O prólogo inaugural decorre hoje na vila do Turcifal, com um percurso de oito quilómetros em contrarrelógio individual. A partida acontece junto à Igreja de Santa Maria Madalena, com a meta instalada na Capela do Espírito Santo. Amanhã, 11 de julho, disputa-se a primeira etapa em linha, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, num total de 181,4 quilómetros, passando por Alenquer, Torres Vedras e pela terra natal de Joaquim Agostinho, Brejenjas. A etapa inclui seis metas volantes, duas contagens de montanha e dois pontos quentes.
No sábado, 12 de julho, o pelotão sai do Bombarral para uma tirada de 161,3 quilómetros, com passagem por Óbidos, Caldas da Rainha, Nazaré, Alcobaça e Lourinhã. O momento mais exigente será a subida à Serra de Montejunto, ponto mais alto da região Oeste, onde se prevê uma seleção natural dos candidatos à vitória final. A última etapa, no domingo, parte da Lourinhã rumo a Peniche, regressando depois à cidade anfitriã. O trajeto totaliza 172,5 quilómetros e inclui nova ascensão à Serra de Montejunto, agora pelo lado de Pragança. A chegada está marcada para Torres Vedras, após duas voltas ao tradicional circuito urbano, com a meta instalada junto ao monumento em homenagem a Joaquim Agostinho.
O Troféu Joaquim Agostinho volta a premiar os melhores ciclistas com as tradicionais camisolas: a amarela distingue o líder da classificação geral, a azul identifica o rei da montanha, a verde premeia a regularidade, a branca é atribuída ao vencedor das metas volantes, a laranja destaca o melhor jovem e a castanha homenageia o melhor português em prova. Cada uma destas distinções representa também o envolvimento ativo de entidades locais e empresas da região, que mantêm viva a ligação histórica entre o ciclismo e o Oeste de Portugal.
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